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Durante anos, a taxa de abertura foi usada como ferramenta para medir interesse. Não era perfeita, mas funcionava suficientemente bem para orientar decisões, justificar resultados e otimizar campanhas. Esse equilíbrio quebrou-se.

Hoje, a mesma métrica mistura comportamentos humanos com processos automáticos de privacidade e segurança. O número continua a existir, mas deixou de responder à pergunta que sempre lhe fizemos. Este artigo explica porque é que a taxa de abertura perdeu fiabilidade e porque insistir na sua leitura tradicional cria mais ruído do que clareza.

O modelo clássico de rastreamento deixou de refletir comportamento

O rastreamento de aberturas baseia-se num evento técnico simples, o carregamento de uma imagem invisível (pixel). Durante muito tempo, esse evento estava alinhado com a leitura humana. Quando alguém abria um email, as imagens eram descarregadas e o sistema registava a abertura.

Esse alinhamento foi progressivamente destruído. A introdução de proxies, caches, pré-carregamentos e camadas de proteção alterou a relação entre o evento técnico e a ação humana. O pixel continua a disparar, mas já não representa, de forma consistente, uma decisão consciente do utilizador.

O problema não é o mecanismo em si, é o contexto em que passou a operar.

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Apple Mail Privacy Protection e a perda do significado da abertura

Com o Mail Privacy Protection, a Apple tomou uma decisão clara: impedir o rastreamento do comportamento de leitura. Para o fazer, passou a descarregar automaticamente todas as imagens pouco depois da entrega do email, independentemente de o utilizador o abrir ou não.

Na prática, isto transforma a taxa de abertura numa métrica de distribuição de dispositivos. Quanto maior a percentagem de utilizadores Apple numa base de dados, maior será a taxa de abertura aparente, mesmo que ninguém tenha lido a mensagem. O momento da abertura deixa de ter significado e a distinção entre emails ignorados e emails lidos desaparece completamente.

A abertura deixa de ser uma escolha e passa a ser um efeito colateral técnico.

Porque o Gmail não deve ser colocado no mesmo saco

É comum agrupar Apple MPP e Gmail sob o rótulo genérico de “proxies”, mas isso leva a erros de análise. O proxy de imagens do Gmail funciona de forma diferente. As imagens só são descarregadas quando o utilizador abre efetivamente o email. A Google oculta o IP real e serve imagens a partir da sua infraestrutura, mas não antecipa o comportamento humano.

Isto significa que, no Gmail, a abertura continua a ser um sinal psicológico de interesse. Não é perfeita, porque a geolocalização fica imprecisa, mas mantém valor comportamental. Tratar Gmail e Apple MPP como equivalentes destrói informação útil.

O erro não está nos dados, está na leitura

O verdadeiro problema surge quando eventos de natureza completamente diferente são agregados num único KPI. Aberturas humanas, aberturas automáticas e aberturas de sistemas de segurança passam a valer exatamente o mesmo no relatório.

O número é matematicamente correto, mas analiticamente fraco. A métrica deixa de explicar comportamento e passa apenas a refletir arquitetura técnica.

Um paradoxo curioso: medimos pior, mas comunicamos melhor

Existe um efeito colateral positivo raramente discutido. Os mesmos sistemas que distorcem as métricas garantem que o email chega visualmente impecável. As imagens carregam por defeito, o layout mantém-se consistente e a experiência do utilizador melhora.

O erro não está em aceitar esta evolução. Está em continuar a avaliá-la com métricas desenhadas para um contexto que já não existe.

Conclusão

A taxa de abertura não desapareceu, mas perdeu o estatuto de métrica central. Hoje, só faz sentido quando interpretada à luz do dispositivo, do contexto e do objetivo da campanha.

No próximo artigo, entramos num território ainda mais sensível, onde nem os cliques representam a intenção humana.

Principais aprendizagens

  • Abertura já não é sinónimo de interesse
  • Apple MPP transforma aberturas em eventos técnicos
  • Gmail mantém valor comportamental
  • Métricas exigem leitura contextual

O programa Aceleradoras de Comércio Digital é uma iniciativa impulsionada pelo governo português para apoiar a digitalização de pequenas e médias empresas (PMEs). Conheça os benefícios, os critérios de elegibilidade e como a E-goi pode apoiar a transformação digital do seu negócio.

A inovação tecnológica é essencial para aumentar a competitividade das empresas, especialmente num contexto em que os consumidores e as tecnologias evoluem rapidamente.

Nesse sentido, o governo português criou uma medida para apoiar a transição digital das pequenas e médias empresas (PMEs) portuguesas: as Aceleradoras de Comércio Digital.

Neste artigo, explicarei o que é essa medida, quem pode beneficiar e como se candidatar a esse benefício. Além disso, abordarei as principais dúvidas sobre o programa e como aproveitar esta oportunidade para usufruir dos serviços da E-goi. 

Preparado para descobrir como impulsionar a sua PME com as Aceleradoras de Comércio Digital e a E-goi? Vamos a isso!

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Aceleradoras Comércio Digital: entenda o programa

As Aceleradoras de Comércio Digital são uma iniciativa integrada ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), especificamente na Componente 16 – Empresas 4.0. Com uma dotação total de 55 milhões de euros, o programa visa apoiar a digitalização de PMEs do setor de comércio e serviços.

O projeto previu a criação de 25 aceleradoras distribuídas por todo o território nacional, incluindo as regiões autónomas. Estas estruturas organizacionais, com presença física, têm como missão:

  • Avaliar a maturidade digital das empresas;
  • Propor planos de transição digital personalizados;
  • Acompanhar continuamente os operadores económicos;
  • Prestar serviços de proximidade, como criação ou reforço da presença digital
  • Apoiar na adaptação do modelo de negócio.

Candidatura

O processo para as empresas interessadas em participar do programa é simples: basta que as PMEs interessadas realizem a candidatura através das Aceleradoras de Comércio Digital da sua região. Para saber como se candidatar, preencha o formulário aqui.

Funcionamento 

Após a candidatura, as Aceleradoras de Comércio Digital irão realizar um diagnóstico da maturidade digital da empresa. Assim, será elaborado um plano estratégico e indicados os serviços e incentivos específicos disponibilizados num Catálogo de Serviços de Transição Digital.

Quem pode beneficiar?

O programa é direcionado para micro, pequenas e médias empresas dos setores do comércio, serviços e restauração. São elegíveis empresas cujo CAE (Código de Atividade Económica) principal se enquadre nas seguintes atividades:

  • 45: Comércio, manutenção e reparação, de veículos automóveis e motociclos; 
  • 46: Comércio por grosso (inclui agentes), exceto de veículos automóveis e motociclos; 
  • 47: Comércio a retalho, exceto de veículos automóveis e motociclos; 
  • 56: Restauração e similares; 
  • 79: Agências de Viagens, operadores turísticos, outros serviços de reservas e atividades relacionadas (com estabelecimento); 
  • 95: Reparação de computadores e de bens de uso pessoal e doméstico ou; 
  • 96: Outras atividades de serviços pessoais.

Despesas elegíveis

Após a realização do diagnóstico de maturidade digital, será elaborado o plano estratégico e sugerido, pela Aceleradora do Comércio Digital, o tipo de serviços elegíveis a contratar para cada negócio.

Assim, será disponibilizado acesso  ao Catálogo dos Serviços de Transição Digital identificando a tipologia e empresas fornecedoras desses serviços, sendo que, o limite máximo das despesas é de 2.000 euros por empresa.

Critérios de seleção

As empresas beneficiárias devem cumprir alguns critérios, incluindo:

  1. Ter sede na região onde a Aceleradora opera;
  2. Enquadrar-se nos CAEs elegíveis;
  3. Ter situação regularizada perante a Autoridade Tributária e Segurança Social;
  4. Não ter sido objeto de um processo de insolvência.

Prazos

O programa das Aceleradoras de Comércio Digital tem como meta apoiar 12.800 empresas até 15/08/2026. Para se inscrever no programa, é importante estar atento às informações e datas indicadas diretamente pelas Aceleradoras de Comércio Digital de cada região.

Conheça as principais aceleradoras: 

E-goi: uma aliada para a transição digital 

A E-goi é uma plataforma omnicanal que oferece soluções avançadas de email marketing, automação, inteligência artificial e muito mais. Com mais de 20 anos de experiência na digitalização e impulsionamento de negócios, apresenta-se como uma aliada para a transição digital das PMEs portuguesas. 

No âmbito da medida Aceleradoras de Comércio Digital, a E-goi é uma das entidades com serviços disponíveis para contratação no Catálogo de Serviços de Transição Digital. 

As PMEs que optarem pelos serviços da E-goi através do programa das Aceleradoras terão disponíveis três planos:

Plano Base PRR 500:

Período de utilização: 24 meses, inclui até 3.500 contactos.

  • Email marketing com envios ilimitados
  • Automação de marketing básica
  • Agendamento em redes sociais
  • WebPush ilimitado até o limite de contactos do plano;
  • Templates profissionais prontos para uso;
  • Criação de landing pages e pop-ups;
  • Whatsapp Leads;
  • SMS Marketing;
  • Tracking comportamental de usuários online;
  • Integrações com diversos softwares;
  • Suporte por e-mail.

Plano Pro PRR 1000:

Período de utilização: 24 meses, inclui até 5.500 contactos.

  • Inclui todas as características do Plano Base PRR 500
  • Automação de Marketing Completa (Funil de Vendas);
  • Recuperação de carrinho abandonado
  • Testes A/B sem limite de variáveis;
  • Relatórios Avançados com Recorrência;
  • Funcionalidade de segurança com controle de permissão;
  • Oferta de Acompanhamento Estratégico Personalizado;
  • Suporte prioritário por e-mail, chat e telefone.

Plano Pro PRR 2000:

Período de utilização: 24 meses, inclui até 10.500 contactos.

  • Inclui todas as características do Plano PRR 1000;
  • Capacidade de enviar até 500 SMS/SmartSMS (para Portugal) por mês não cumulativas

Plano PRR AI 1500:

Período de utilização: 12 meses, inclui até 5.500 contactos.

  • Inclui todas as características do Plano PRR 1000;
  • Módulo da Solução Avançada de Inteligência Artificial (IA) nos últimos 4 meses do serviço, com acréscimo da funcionalidade Send Time Optimization (STO), que permite identificar o melhor momento para realizar comunicações de email personalizadas para cada contacto.

Aquisição dos planos

Para adquirir os planos da E-goi no âmbito do programa Aceleradoras de Comércio Digital, é necessário realizar a inscrição junto à Aceleradora de Comércio Digital da sua região, para poder realizar o diagnóstico de maturidade digital e ser posteriormente elaborado, pela mesma entidade, o plano de ação estratégico com a identificação do tipo de serviços a contratar

Assim que a empresa tenha realizado os passos anteriores, ser-lhe-á disponibilizado acesso a um portal do Catálogo dos Serviços da Transição Digital, onde poderá visualizar os serviços disponíveis a contratar, conforme o seu plano estratégico. Será nesse momento, que terá acesso à lista de serviços disponibilizados pela E-goi (PRR 500 ou PRR 1000, PRR 2000 e PRR AI 1500) efetuando o pedido de adjudicação e ativação dos serviços  através desse portal. 

Após esse pedido, irá receber informações da E-goi, para poder criar a sua  conta na plataforma E-goi. A nossa Equipa irá ativar o serviço num período máximo de 72h, após validação e conformidade de todos os dados necessários. Nesse momento, o plano estará imediatamente ativo para utilização.

Conclusão

A medida das Aceleradoras de Comércio Digital é uma oportunidade para que PMEs portuguesas alcancem maturidade digital e aumentem a sua competitividade no mercado atual, onde a inovação tecnológica é essencial. 

A E-goi, por ser uma plataforma omnicanal que centraliza diversas funcionalidades numa única plataforma, revela-se uma excelente aliada para a transição digital das empresas, trazendo inovação, credibilidade e resultados comprovados.

Se deseja aproveitar o programa Aceleradoras de Comércio Digital para impulsionar a adoção de estratégias tecnológicas e inovadoras, contacte a Aceleradora de Comércio Digital da sua região para se inscrever.

Para mais informações, preencha o formulário abaixo:

Perguntas Frequentes

1. Como posso participar do programa?

Basta entrar em contacto com a Aceleradora de Comércio Digital mais próxima da sua região.

2. Qual é o site para inscrição?

Para se inscrever, pode aceder ao formulário da Aceleradora de Comércio Digital. Clique abaixo:

3. O programa é gratuito?

Sim, o apoio às empresas é financiado a 100% e integra-se no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

4. Posso participar se a minha empresa já tem presença digital?

Sim, o programa visa melhorar a maturidade digital das empresas, independentemente do seu nível atual. O diagnóstico realizado pela Aceleradora de Comércio Digital indicará os melhores serviços para a dinamização de cada empresa, face aos seus objetivos.

5. Quais são os serviços disponibilizados pela E-goi no âmbito do programa?

A E-goi disponibiliza quatro planos: Plano Base PRR 500, Plano Pro PRR 1000, Plano Pro PRR 2000 e Plano PRR AI 1500. Os serviços visam adequar-se às diferentes necessidades, objetivos e níveis de maturidade digital das empresas.

Já conquistou um cliente novo hoje? Excelente, agora o verdadeiro desafio é fazer com que ele volte. E não só volte, mas compre novamente, e que essa nova compra aconteça de forma natural, quase automática. A boa notícia? Com a funcionalidade Transações de Ecommerce da E-goi, isso torna-se possível, de forma simples, elegante e eficaz. […]

Já conquistou um cliente novo hoje? Excelente, agora o verdadeiro desafio é fazer com que ele volte. E não só volte, mas compre novamente, e que essa nova compra aconteça de forma natural, quase automática.

A boa notícia? Com a funcionalidade Transações de Ecommerce da E-goi, isso torna-se possível, de forma simples, elegante e eficaz. Neste artigo vamos explorar como estruturar um fluxo de automação de recompra, segundo uma abordagem prática de e-mail marketing + automação, para aumentar o Lifetime Value (LTV) dos seus clientes.

Soluções de E-commerce

O que são as transações de Ecommerce

Esta nova funcionalidade permite conectar a sua loja (online e/ou física) à E-goi, de modo a que cada encomenda passe a ser registada no perfil individual dos seus contactos. Ou seja, passa a ter disponível a informação de que produto o cliente comprou, quando comprou, quanto gastou e qual o estado da encomenda.

Com estes dados na mão, pode ir além do envio de newsletters genéricas: é possível criar segmentações precisas, automatismos e comunicações personalizadas, com base em comportamento real de compra, e não em meras suposições. Esta integração transforma o E-goi numa ferramenta que une dados de ecommerce + automação de marketing, permitindo que as suas campanhas sejam mais inteligentes e mais eficazes.

Por que a recompra recorrente é um dos maiores ganhos para o seu negócio

Em muitas lojas existe um tipo de produto que o cliente vai querer ou precisar de comprar novamente, seja café, suplementos, cosméticos, ração para animais, detergentes… O que acontece, muitas vezes, é que o cliente se esquece, ou o momento certo passa sem que seja suficientemente lembrado. É aqui que a automação de recompra entra e agrega valor. 

Com as Transações de Ecommerce, a E-goi sabe exatamente quando o cliente fez a última compra e permite-lhe configurar uma automação que envia um lembrete no momento perfeito, antes que o produto acabe.

Principais impactos positivos:

  • Aumenta a frequência de compra: em vez de uma compra isolada, cria-se uma sequência de compras.
  • Eleva o LTV (Lifetime Value): cada cliente passa a gerar mais receitas ao longo do tempo.
  • Reduz esforço manual: uma vez configurado o fluxo, ele funciona sozinho.
  • Melhora a relevância da comunicação: o cliente recebe uma mensagem que faz sentido para ele, no momento certo.
  • Potencia a experiência do cliente: ele sente que a marca “o conhece”, se preocupa com ele, e que as mensagens são úteis, não intrusivas.

Como configurar o fluxo de recompra

1. Integração da loja

Certifique-se de que a sua loja está ligada à E-goi (via plugin ou API) e que as encomendas começam a ser sincronizadas com os perfis de contacto.

2. Segmento de recompra

Na E-goi, configure um segmento específico, por exemplo: clientes que compraram o Produto A.

3. Configuração da automação

Crie um fluxo automatizado com as seguintes ações:

  • Gatilho: “Cliente comprou Produto A”.
  • Condição: “Espera 30 dias”
  • Ação 1: envio de e-mail personalizado com lembrete de recompra.
  • Ação 2 (opcional): se o e-mail não for aberto em X dias, envio de SMS com uma chamada mais direta.
  • Reinício: assim que o cliente efetuar nova compra, o sistema regista e volta a reiniciar o ciclo.

4. Personalização da mensagem

Use uma abordagem simpática e direta, com o nome do cliente, nome do produto que comprou, referência à data da última compra e um incentivo de valor (exemplo: desconto, oferta especial).

5. Monitorização e otimização

Depois de ativado o fluxo, acompanhe métricas como taxa de abertura, taxa de clique, taxa de recompra. Teste diferentes intervalos (20, 30, 35 dias), diferentes incentivos e veja o que funciona melhor.

Dicas essenciais para acertar no timing, mensagem e canal

  • Conheça o ciclo de consumo do seu produto: nem todos duram o mesmo tempo.
  • Ajuste o timing: experimente 20, 30 ou 40 dias para descobrir qual te, mais retorno.
  • Use multicanais: e-mail + SMS ou até push podem aumentar significativamente as taxas de resposta.
  • Evite situações erradas: exclua encomendas pendentes ou canceladas do fluxo para não gerar envios inadequados.
  • Meça e otimize: acompanhe os resultados e refine o fluxo regularmente.
  • Seja humano: evite linguagem robotizada – personalize, use um tom próximo, mostre que sabe sobre o cliente e o produto.

Conclusão

Automatizar a recompra não é apenas “uma boa ideia”. É uma estratégia fundamental para quem quer crescer de forma sustentável no ecommerce. Com a funcionalidade Transações de Ecommerce do E-goi, passa de esperar que o cliente volte para fazer com que volte no momento certo. Menos esforço, mais impacto, e clientes que sentem que a sua marca está atenta e cuida deles.

Se ainda não ativou este tipo de automação na sua loja: este é o momento. Comece hoje e veja a diferença que pode fazer no LTV dos seus clientes.

Veja como a E-goi pode impulsionar as suas estratégias. Solicite uma demonstração gratuita. 

Otimize o PPC no seu E-commerce. Veja como a E-goi resolve desafios de segmentação, cliques, carrinhos e atribuição para maximizar o ROAS.

O PPC (Pay-per-click) é um dos pilares mais eficazes para geração de tráfego qualificado e vendas num E-commerce. Contudo, a sua eficácia depende de múltiplos fatores técnicos: segmentação de públicos, otimização de criativos, atribuição de conversões e integração de dados.

Neste artigo, vou explorar os principais desafios técnicos que gestores de marketing enfrentam no E-commerce e como a integração com a E-goi pode resolver gargalos operacionais, melhorar a medição de resultados e maximizar o ROAS (Return on ad spend).

Soluções de E-commerce

4 Desafios e como solucioná-los

1. Segmentação avançada e qualidade do público

O problema?

  • Públicos demasiado amplos geram impressões e cliques irrelevantes, aumentando o CPA (Custo por aquisição).
  • Falta de unificação entre dados de campanha e dados de clientes impede a criação de segmentações de alta precisão.

O que fazer no que toca o PPC?

  • Criar públicos personalizados (com base em first-party data) e públicos semelhantes (lookalike) no Google Ads e Meta Ads.
  • Excluir segmentos com baixa propensão de compra usando listas de exclusão dinâmicas.
  • Integrar dados comportamentais e históricos de compra diretamente no gestor de anúncios.

Como a E-goi pode ajudar?

  • Sincronização de base de dados: A E-goi integra com plataformas de E-commerce (Shopify, WooCommerce, Magento, etc.) e sincroniza automaticamente perfis de clientes, histórico de compras e preferências.
  • Exportação automática de públicos: Os segmentos criados na E-goi podem ser exportados para Google Ads e Meta Ads, mantendo atualizações dinâmicas no que toca a Meta Ads (por exemplo, “clientes que compraram nos últimos 90 dias” ou “carrinhos abandonados nos últimos 7 dias”).
  • Aumento do ROAS: Direcionar anúncios para públicos de maior propensão de compra reduz o CPA e aumenta a taxa de conversão.

2. Minimizar desperdício com cliques não qualificados

O problema?

  • Cliques sem intenção de compra comem o orçamento, distorcem métricas e afetam o Quality Score.
  • Ausência de mecanismos de pré-qualificação antes do clique ou logo após a primeira interação.

O que fazer no que toca a PPC?

  • Refinar listas de palavras-chave negativas (Google Ads).
  • Ajustar parâmetros de correspondência de palavras-chave (broad match modifier, phrase, exact).
  • Usar anúncios dinâmicos com parâmetros de URL para testes A/B e personalização.

Como a E-goi pode ajudar?

  • Formulários inteligentes: Inseridos nas landing pages provenientes dos anúncios, podem conter campos condicionais que filtram leads antes de entrar no CRM.
  • Automação imediata: Leads capturados passam por fluxos automáticos de nutrição, permitindo identificar os que têm maior probabilidade de conversão.
  • Integração de UTM’s: A E-goi captura e armazena parâmetros de rastreamento (UTM) para associar a origem do lead a cada campanha PPC, facilitando a análise de eficácia por canal, anúncio ou palavra-chave.

3. Recuperar carrinhos abandonados com estratégia multicanal

O problema?

  • Os anúncios trazem visitantes com alta intenção, mas cerca de 70% dos carrinhos são abandonados.
  • Dependência apenas do remarketing pago para recuperação encarece a reaquisição.

O que fazer no que toca a PPC?

  • Configurar campanhas de dynamic remarketing no Google Ads e Facebook Ads, mostrando produtos específicos visualizados ou adicionados ao carrinho.
  • Integrar eventos de carrinho com plataformas de automação para reduzir a dependência exclusiva do tráfego pago.

Como a E-goi pode ajudar?

  • Eventos de e-commerce: A integração com a loja online permite identificar carrinhos abandonados em tempo real.
  • Automação multicanal: Enviar sequência de recuperação via email, SMS e push notification com imagem e preço do produto, cupões de desconto e urgência (ex.: “Últimas unidades”).
  • Remarketing integrado: O mesmo segmento de “carrinho abandonado” pode ser exportado para campanhas PPC, combinando remarketing pago + orgânico (email/SMS) para maior eficácia e menor custo.

4. Medição avançada de resultados e atribuição correta

O problema?

  • Atribuição incorreta ou limitada ao último clique (last-click) distorce o valor real do PPC.
  • Dificuldade em cruzar dados de conversão do PPC com métricas de retenção, LTV e frequência de compra.

O que fazer no que toca a PPC?

  • Utilizar modelos de atribuição baseados em dados (data-driven) no Google Ads.
  • Configurar conversões offline importadas para cruzar dados de CRM com relatórios PPC.

Como a E-goi pode ajudar?

  • Tracking unificado: A E-goi armazena dados de conversão provenientes de vários canais e permite exportar esses eventos para Google Ads e Meta Ads como conversões offline.
  • Análise de LTV: Dashboards internos mostram o valor de vida do cliente adquirido via PPC, ajudando a redefinir orçamentos e lances com base no retorno real.
  • Integração com BI: Exportação de dados para Google Data Studio, Power BI ou outros, cruzando métricas de campanha com performance de clientes.

Conclusão

No e-commerce, gerir PPC de forma eficaz não se resume a otimizar cliques e CTRs. Trata-se de orquestrar dados, segmentações, remarketing e automação para que cada clique tenha o maior retorno possível ao longo do tempo.

A integração da E-goi nesse ecossistema não é apenas “mais uma ferramenta”. É um ponto central que conecta o tráfego pago ao ciclo completo de relacionamento com o cliente, garantindo que cada euro investido em anúncios tem mais hipóteses de gerar vendas repetidas e clientes fiéis.

Próximo passo: Se já está a investir em PPC, explore as integrações da E-goi com plataformas de publicidade online e as principais plataformas de E-commerce. 

Pequenas alterações no fluxo de dados podem representar grandes ganhos no ROAS e na rentabilidade das suas campanhas.

Veja como a E-goi pode impulsionar as suas estratégias. Solicite uma demonstração gratuita. 

Descobre por que o SEO não basta e como o GEO redefine a presença das marcas nas buscas por IA, garantindo mais visibilidade e autoridade.

Nos últimos dias, li um estudo que me deixou a pensar seriamente sobre o futuro do marketing digital. Chama-se “The Complete Guide to Generative Engine Optimization (GEO)” da Peec AI e explica como os motores de pesquisa baseados em IA, como o ChatGPT, Perplexity, Claude ou até o bloco “IA Overview” da Google estão a redefinir a forma como procuramos e encontramos informação.

E a conclusão é simples: o SEO já não chega.

Por isso, decidi partilhar neste artigo os aprendizados que tenho acumulado enquanto gestora de marketing, bem como a forma como tenho adaptado estratégias para esta nova era.

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O que mudou no comportamento de pesquisa

Se antes a Google já respondia a muitas pesquisas sem enviar tráfego para os sites, com o “IA Overview”, hoje as ferramentas de IA levam essa tendência ainda mais longe e cada vez menos utilizadores acedem aos websites tradicionais.

No estudo, encontrei dois números interessantes:

  • Atualmente, na Google, cerca de 60% das pesquisas terminam sem clique.
  • Em motores de IA, esse número pode chegar aos 95%.

Ou seja, as pessoas fazem perguntas e recebem as respostas sem nunca visitar um site. Mas isso não significa que o jogo acabou. Significa apenas que a forma de jogar mudou.

O que é, afinal, o GEO?

O Generative Engine Optimization (GEO) é o “SEO da nova era”.

A lógica é simples: se as pessoas não chegam ao seu site diretamente, é preciso garantir que a sua marca é citada ou usada como fonte quando a IA constrói a resposta.

E aqui entra um conceito que achei particularmente interessante no estudo: o RAG (Retrieval- Augmented Generation).

Em termos simples: quando faz uma pergunta ao ChatGPT ou Perplexity, a IA não se limita ao que já sabe. Vai procurar informação em tempo real em websites, redes sociais, bases de dados, wikipedia e depois constrói a resposta.

A questão crítica é: onde está a sua marca quando a IA vai buscar essa informação?

A nova geografia digital: onde tens de estar presente

Enquanto lia o estudo, tirei algumas notas que transformei em conclusões práticas para nós, gestores de marketing:

Plataformas de autoridade

  • Wikipedia (a fonte mais citada pelas IAs)
  • Crunchbase (para informações de empresa)
  • LinkedIn (para expertise profissional)
  • GitHub (para tecnologia)

Comunidades e discussões

  • Reddit (conversas autênticas)
  • Quora (perguntas e respostas especializadas)
  • Stack Overflow (conhecimento técnico)

Plataformas de review e comparação

  • G2, Capterra (software B2B)
  • Trustpilot (reviews de consumidor)
  • Sites de comparison shopping

Media e conteúdo

  • YouTube (conteúdo em vídeo)
  • Medium (artigos de thought leadership)
  • Sites de notícias e blogs especializados

As 4 pilares da estratégia GEO

1. Omnipresença estratégica

Não basta ter um website fantástico ou um artigo do blog mega otimizado para SEO. É preciso de uma presença distribuída e consistente em múltiplas plataformas onde a IA vai buscar informação.

Ação prática: Audita onde a sua marca está mencionada online e identifica gaps críticos.

2. Conteúdo estruturado para máquinas

A IA adora informação bem organizada:

  • FAQs com perguntas reais dos teus clientes
  • Listas numeradas e bullet points
  • Tabelas comparativas
  • Hierarquia clara (H1, H2, H3)
  • Schema markup e dados estruturados

Ação prática: Reescreve os seus conteúdos mais importantes num formato “machine-friendly”.

3. Autoridade, não apenas keywords

O ranking por keywords está a perder relevância. O que importa agora é credibilidade:

  • Backlinks de qualidade (ainda mais importante)
  • Menções em publicações de referência
  • Citações académicas ou científicas
  • Presença ativa em comunidades relevantes

Ação prática: Foca em construir autoridade real no seu sector, não apenas tráfego.

4. Medição da era GEO

O Google Analytics tradicional já não chega. É preciso de:

  • Monitorizar menções: Ferramentas como Brand24 ou Mention
  • Tracking de tráfego AI: Segmentos GA4 para ChatGPT, Perplexity, etc.
  • Citation tracking: Quantas vezes és citado como fonte
  • Brand lift: Reconhecimento de marca vs. tráfego direto

O teste decisivo: pesquisa a tua própria marca

Aqui está um exercício que recomendo vivamente:

  1. Vai ao ChatGPT, Copilot ou Perplexity
  2. Faz perguntas sobre o seu sector/nicho
  3. Vê quantas vezes a sua marca aparece
  4. Analisa que fontes a IA está a usar

Se não apareces nenhuma vez nas primeiras 10 pesquisas relevantes, tem um problema sério.

A oportunidade escondida

Aqui está o que muitos não percebem: menos tráfego pode significar melhor tráfego.

Quando alguém finalmente chega ao seu site através de uma recomendação da IA, essa pessoa:

  • Já tem contexto sobre o que a sua marca faz
  • Foi “pré-qualificada” pela própria IA
  • Chega com uma intenção mais clara

É a diferença entre receber 1000 visitantes aleatórios ou 100 visitantes altamente qualificados.

Conclusão

Depois de ler este estudo, fica claro para mim que, atualmente, quem quer ser referenciado pelas IAs precisa estar sempre presente e ativo onde estas vão buscar informação (redes sociais, sites de comparativos, media digital, sites de reviews, etc).

Se, no passado, o desafio era conseguir estar na primeira página da Google, hoje o desafio é ser a resposta da IA. E sinceramente, vejo aqui uma oportunidade incrível: menos tráfego massivo e disperso, mais visitantes qualificados que chegam até nós com uma intenção clara.

Claro que dá trabalho adaptar estratégias, mas quem começar agora vai ganhar uma vantagem enorme quando esta mudança estiver totalmente implementada.

Já experimentou pesquisar sobre o seu negócio numa IA? Que resultados obteve? Partilhe nos comentários, estou genuinamente curiosa sobre as suas experiências.

Neste artigo, para além de perceber a utilidade prática do Google Store Widget, irá saber como garantir o selo de qualidade Google, fortalecer a credibilidade do seu e-commerce e aumentar as vendas. Saiba mais.

Após uma década a trabalhar no sector do E-commerce, aprendi que pequenos detalhes que fortalecem a confiança do consumidor podem fazer toda a diferença. 

O Google Store Widget, lançado em setembro de 2025, representa exatamente isso: um certificado digital de qualidade que não só fortalece a decisão de compra, como também pode elevar significativamente a performance das vendas online.

Neste guia completo, exploro desde o que é o Google Store Widget até aos pormenores que o tornam uma mais-valia para lojas online.

Descobre tudo aqui.

Soluções de E-commerce

O que é o Google store widget?

O Google Store Widget funciona como um “selo de qualidade” dinâmico e interactivo que pode ser incorporado em qualquer página do seu e-commerce.

Atua como um certificado de confiança, exibindo informações essenciais sobre a sua loja, tais como: 

  • Classificações da loja no Google
  • Avaliações de clientes verificados
  • Políticas de envio e devolução
  • Indicadores visuais de excelência e qualidade

Conforme o Search Engine Land, empresas que implementaram este widget registaram um aumento de 8% nas vendas em apenas 90 dias comparativamente a negócios similares sem o widget.

Os três níveis de certificação

Existem três níveis do widget, dependendo da elegibilidade da sua loja:

1. Top quality store widget

Reservado para empresas que alcançam o prestigiado estatuto “Top Quality Store” da Google. Esta certificação demonstra um compromisso inabalável com a excelência na experiência de compra.

2. Store rating widget

Destinado a lojas com classificações elevadas no Google, mas que ainda estão no caminho para se tornarem “Top Quality Store”. É o nível intermédio, mas já com impacto significativo.

3. Generic store widget

Para negócios em fase inicial, este nível marca o arranque da reputação digital. É o primeiro passo para construir credibilidade e ganhar a confiança dos consumidores.

Como implementar o Google store widget?

Pré-requisitos

  • Ter uma conta ativa no Google Merchant Center 
  • Verificar se tem elegibilidade na secção “Store quality” (Qualidade da loja)
  • Cumprir os requisitos de qualidade da Google

Implementação na prática

Passo 1: Verificar a elegibilidade

  • Aceda ao Google Merchant Center.
  • Navegue até ao menu “Store quality” / “Qualidade da loja” (Esta secção situa-se no menu lateral esquerdo)
  • Verifique se tem a opção “Show the badge on your website”

Passo 2: Obter o código semelhante a este

<!-- BEGIN MerchantWidget Code -->

<script id='merchantWidgetScript'

        src="https://www.gstatic.com/shopping/merchant/merchantwidget.js"

        defer>

</script>

<script type="text/javascript">

  merchantWidgetScript.addEventListener('load', function () {

    merchantwidget.start({

     merchant_id: MERCHANT_ID,

     position: 'POSITION'

   });

  });

</script>

<!-- END MerchantWidget Code -->

Passo 3: Personalização

  • MERCHANT_ID: Substitua pelo ID do seu Merchant Center
  • POSITION: Escolha entre ‘RIGHT_BOTTOM’ ou ‘LEFT_BOTTOM’

Passo 4: Integração

  • Cole o código antes da tag </BODY> de fechamento da página
  • Repita para todas as páginas onde quer exibir o widget

Passo 5: Considerações importantes

  • Evite sobrepor elementos da interface como chatbots
  • Posicionamento comum: cantos inferiores direito ou esquerdo
  • O widget adapta-se automaticamente para dispositivos móveis

Porque devo ter o Google store widget no meu site de E-commerce?

Benefícios do Google store widget

  • Prova social: Ao exibir avaliações reais e o selo de qualidade Google, o widget oferece aos visitantes provas concretas de que outros clientes ficaram satisfeitos. Esta confiança é muitas vezes o fator decisivo para alguém avançar para a compra.
  • Aumento da conversão: O impacto psicológico é grande. Clientes que se sentem seguros convertem mais. De acordo com a Embed Social, lojas que usam este widget da Google têm registado aumentos comprovados nas vendas, só porque o consumidor deixa de hesitar.
  • Credibilidade e reputação: O selo da Google, visível em toda a loja online, é sinónimo de transparência, profissionalismo e compromisso com a experiência do comprador. Diferencia o negócio da concorrência e reduz dúvidas sobre possíveis fraudes.
  • Otimização SEO e visibilidade: Ao incorporar as avaliações da Google, está a enriquecer o site com conteúdos relevantes, o que melhora o posicionamento nos motores de busca e traz mais tráfego qualificado.
  • Feedback em tempo real: O Widget mostra opiniões atualizadas permanentemente e permite ao proprietário responder e gerir críticas, transformando potenciais problemas em oportunidades de fidelização.
  • Maior engagement: Proporciona mais interação entre os clientes e a marca, aliando funcionalidades como pop-ups de avaliações.

Conclusão

Se há uma arma secreta para ganhar vantagem no e-commerce é a recomendação / prova social. 

O novo selo de confiança da Google é centrado nas verdadeiras necessidades do consumidor português, segurança, credibilidade e confiança. Não se trata só do aumento imediato nas vendas, trata-se de construir uma reputação sólida que fideliza os clientes no longo prazo.

É muito provável que este widget seja exibido também nos resultados do Google Shopping e, no futuro, sirva até como fonte de informação para ferramentas de IA como o ChatGPT, Gemini e outras. 

Por isso, o meu conselho é claro: implementem quanto antes, sem hesitar.

O Google Store Widget não só facilita a decisão de compra, como dá ao vosso negócio um selo de aprovação que fará toda a diferença. 

Quem comunica confiança, conquista para sempre. Quem espera, arrisca-se a ser apenas mais uma loja no meio de milhares.

A segmentação avançada em campanhas de email B2B é essencial para aumentar engagement, conversões e fidelização. Vai além dos critérios tradicionais, utilizando variáveis como cargo, setor, comportamento e fase da jornada de compra. Com dados bem geridos, automação e personas detalhadas, é possível criar mensagens altamente relevantes. Ferramentas como a E-goi permitem implementar esta estratégia de forma eficiente, garantindo campanhas personalizadas e otimizadas em tempo real.

No universo do marketing B2B, a personalização e a relevância fazem toda a diferença entre campanhas comuns e resultados expressivos. A segmentação avançada nas campanhas de email B2B é hoje um dos maiores diferenciais competitivos: ao direcionar mensagens para públicos altamente específicos, as probabilidades de engagement, conversão e fidelização aumentam consideravelmente.

Neste guia prático, vai perceber que critérios utilizar, como segmentar contactos e que ferramentas otimizam o processo. Boa leitura!

O que é a segmentação avançada no email B2B?

A segmentação avançada em campanhas de email B2B é uma estratégia que vai muito além da simples divisão de contactos por critérios tradicionais como o setor ou a dimensão da empresa. Trata-se de agrupar empresas ou profissionais em clusters altamente específicos, utilizando diversas variáveis — como o comportamento de compra, o cargo, a fase na jornada de decisão, a localização e até sinais contextuais e preditivos.

Enquanto a segmentação tradicional opera com filtros básicos, a segmentação avançada explora dados comportamentais, firmográficos e contextuais para criar mensagens personalizadas e altamente relevantes. No ambiente B2B, onde os ciclos de venda são normalmente mais longos e envolvem múltiplos decisores, esta precisão torna-se uma vantagem competitiva essencial.

Veja também: Segmentação de Mercado: A Chave para Gerar Leads Qualificados

Características da segmentação avançada

Múltiplas Variáveis: considera o cargo, o setor, a dimensão da empresa, a maturidade digital, o engagement prévio, a intenção de compra e mais.

Dados Comportamentais: analisa as interações passadas, como a abertura de emails, cliques, downloads e participação em eventos.

Personalização Profunda: permite ajustar o conteúdo e as ofertas para cada microsegmento, aumentando o engagement e as taxas de conversão.

Tecnologia e IA: utiliza ferramentas de automação e inteligência artificial para identificar padrões e criar segmentos dinâmicos, adaptando-se em tempo real ao comportamento das leads.

Veja também: Como Analisar as Métricas de Email Marketing?

Benefícios para o Marketing B2B

Mais engagement: as mensagens relevantes chegam ao decisor certo, no momento certo.

Conversão elevada: as campanhas baseadas na intenção ou na fase do funil podem triplicar a taxa de conversão em relação aos emails genéricos.

Utilização otimizada dos recursos: evita esforços dispersos, focando-se no público-alvo com maior potencial de retorno.

Retenção e lealdade: facilita a entrega de valor contínuo, alargando o ciclo de vida do cliente e a satisfação com a comunicação.

Principais critérios para a segmentação avançada

A segmentação avançada é o pilar das campanhas de email B2B bem-sucedidas. Aplicá-la corretamente requer critérios específicos que permitem identificar, compreender e comunicar com cada segmento do público-alvo de forma inteligente e personalizada. Veja os principais critérios utilizados nas estratégias de segmentação avançada:

Segmentação por setor ou dimensão da empresa

O setor de atividade da empresa influencia diretamente as suas necessidades, regulamentos e desafios. Por exemplo, as empresas do setor da saúde enfrentam exigências muito diferentes das do setor do retalho. A dimensão – pequenas, médias ou grandes empresas – determina volume de compra, orçamento disponível e complexidade na tomada de decisão. Personalizar mensagens considerando o setor e a dimensão da empresa aumenta a relevância da campanha, tornando-a mais persuasiva e eficaz.

Segmentação por cargo e departamento

No contexto B2B, o processo de compra envolve normalmente múltiplos decisores de diferentes áreas. Por isso, segmentar por cargo (como gestor de TI, diretor financeiro ou RH) e departamento ajuda a criar abordagens que dialogam com as dores e prioridades específicas de cada função, valorizando as soluções sob diferentes pontos de vista.

Estágio na jornada de compra

Os leads em fases distintas – conhecimento, consideração ou decisão – respondem melhor a conteúdos específicos para o seu momento. Quem está a conhecer a solução precisa de materiais educativos; já quem está para decidir necessita de provas sociais e comparativos. Identificar o estágio facilita o envio do conteúdo certo no momento certo, acelerando o ciclo de vendas.

Comportamento e interações anteriores

Analisar o histórico de interações – como aberturas de emails, cliques em links, downloads de materiais e presença em webinars – permite avaliar o engagement real do lead. Assim, é possível criar segmentos dinâmicos: os leads ativos recebem comunicações mais aprofundadas, enquanto os leads inativos podem receber campanhas de reengajamento.

Dados demográficos e localização geográfica

A localização geográfica impacta desde a língua até às promoções sazonais e eventos locais. Considerar onde a empresa se encontra pode indicar necessidades específicas, influências culturais ou até assuntos regulamentares. Outras informações demográficas, como a idade do decisor ou o perfil dos colaboradores, ajudam a refinar ainda mais a personalização das mensagens.

Veja também: Veja como usar o e-mail marketing na estratégia de segmentação de mercado

Como implementar a segmentação avançada de forma eficiente

A implementação eficiente da segmentação avançada em campanhas de email B2B exige processos estruturados de recolha, gestão de dados, utilização estratégica de ferramentas de automatização e desenvolvimento de personas detalhadas. Veja como transformar este planeamento em ação:

Recolha e gestão de dados

O primeiro passo é a recolha de informação estratégica sobre leads e clientes. Utilize landing pages, formulários, e-books e eventos para obter dados como o setor, o cargo, a dimensão da empresa, a localização e o comportamento digital.

Integre estes pontos de recolha no seu CRM, registando cada interação e engagement — como aberturas de emails, cliques e downloads de materiais. Uma gestão eficiente centraliza esta informação, facilita a análise e permite ajustes rápidos na segmentação, garantindo que os dados estão constantemente atualizados e prontos para potenciar campanhas.

Ferramentas e automatização recomendadas para integrações B2B

As plataformas de automação e CRMs são indispensáveis para segmentar listas com precisão e automatizar disparos personalizados. Plataformas como a E-goi, acrescentam funcionalidades como workflows dinâmicos, disparo de emails baseados em gatilhos comportamentais e integração com outros sistemas de marketing B2B, garantindo campanhas adaptáveis em tempo real.

Estas soluções permitem criar segmentos automatizados, aplicar etiquetas e atualizar grupos à medida que são recolhidas novas informações, otimizando o esforço de toda a equipa e elevando as taxas de engagement.

Construção de personas B2B e ICP (perfil de cliente ideal)

Desenvolver personas B2B detalhadas é essencial para orientar a segmentação. Com base nos dados recolhidos e analisados, identifique padrões comuns entre os seus melhores clientes e estruture o seu ICP (Perfil de Cliente Ideal). Detalhe informações como desafios, objetivos, cargos, setores e comportamentos destes perfis.

Utilizar personas e ICP afina ainda mais a segmentação, orientando a produção de conteúdos e ofertas realmente relevantes para cada nicho do seu público B2B.

Erros comuns e como evitá-los

Ao investir na segmentação avançada para o email B2B, alguns erros recorrentes podem comprometer os resultados das campanhas. Compreender e evitar estes deslizes é fundamental para garantir relevância, performance e engagement. Veja os principais fatores de atenção:

Segmentação insuficiente ou demasiado ampla

Segmentar pouco — ou adotar grupos demasiado genéricos — reduz a relevância do conteúdo, fazendo com que as suas mensagens soem desligadas das necessidades de cada lead. Por outro lado, segmentar demasiado, com microgrupos irrelevantes, pode tornar a estratégia operacionalmente inviável e dispersar os esforços. O ideal é procurar o equilíbrio: utilize critérios que tragam valor real, como o segmento, o cargo, a fase de compra e o engagement, ajustando periodicamente para evitar envios massivos e genéricos.

Falta de atualização dos segmentos

Manter a segmentação estática durante longos períodos é outro erro frequente. Os leads mudam de cargo, as empresas evoluem, os interesses transformam-se — se os segmentos não forem revistos e otimizados, a comunicação perde sentido e eficácia. Implemente processos de revisão periódica, utilizando dados atualizados de comportamento, perfil e feedback para ajustar automaticamente os segmentos à medida que surgem novas informações.

Desalinhamento entre conteúdo e fases do funil

Enviar o mesmo conteúdo para todos os segmentos, independentemente da fase da jornada de compra, dificilmente gera bons resultados. Os leads em fase de descoberta necessitam de informação introdutória; já quem está próximo da decisão necessita de provas sociais, comparativos e ofertas.

Para evitar este desalinhamento, construa conteúdos específicos para cada etapa do funil e integre-os nos segmentos corretos, garantindo que a mensagem certa chega ao destinatário certo no momento ideal.

Métricas e acompanhamento de resultados

Monitorizar os resultados em campanhas de email B2B segmentadas é fundamental para otimizar estratégias, identificar estrangulamentos e melhorar constantemente o ROI. Abaixo, descubra os principais indicadores e as melhores formas de análise para manter a sua segmentação avançada ao mais alto nível.

Principais indicadores de performance em campanhas segmentadas

Taxa de entrega: Mede a percentagem de e-mails entregues com sucesso ao destinatário. Uma taxa elevada indica uma boa qualidade de lista, enquanto as quedas apontam para problemas com endereços inválidos ou listas desatualizadas.

Taxa de abertura: Avalia o interesse do destinatário. Linhas de assunto apelativas e segmentação refinada aumentam esta métrica, sinalizando que a mensagem está a chegar ao público certo.

Taxa de cliques (CTR): Indica o verdadeiro engagement, mostrando quantos destinatários clicaram em links do email. As campanhas segmentadas podem alcançar taxas de clique até 100% mais elevadas do que as campanhas não segmentadas.

Taxa de conversão: Mostra a percentagem de destinatários que realizaram a ação desejada, como por exemplo preencher um formulário ou solicitar uma demonstração, sendo um dos principais indicadores de sucesso nas campanhas B2B.

Taxa de rejeição (bounce): Avalia a quantidade de emails não entregues, que podem indicar problemas na base de dados. Manter esta taxa baixa é essencial para evitar penalizações por parte dos fornecedores.

Taxa de desinscrição e de spam: Estes indicadores revelam a relevância do conteúdo enviado. Taxas elevadas podem sinalizar excesso de envios ou segmentação mal ajustada.

Retorno do investimento (ROI): Analisa o resultado financeiro da campanha em relação ao investimento, fundamental para a monitorização do impacto e rentabilidade das estratégias de email marketing.

Como analisar e utilizar os dados para melhorar continuamente a estratégia

Acompanhe estas métricas de forma regular, utilizando dashboards e relatórios automáticos das ferramentas de automação de marketing. Compare taxas entre diferentes segmentos, identifique padrões de comportamento e ajuste elementos como o assunto, o layout, os horários e a frequência de acordo com os resultados. Uma abordagem prática envolve:

  • Testes A/B regulares para perceber quais os elementos que trazem mais resultados em cada segmento.
  • Análise dos segmentos de maior engagement para replicar boas práticas noutros grupos.
  • Otimização contínua da base de contactos, com higienização e eliminação de emails inativos para garantir a entregabilidade e resultados consistentes.
  • Integração com CRM e outras plataformas para cruzar dados de email marketing com histórico comercial, enriquecendo os segmentos e tornando as campanhas cada vez mais personalizadas.

Como montar uma segmentação avançada em campanhas de email B2B com a E-goi?

A E-goi oferece recursos robustos para montar uma segmentação avançada em campanhas de email B2B, possibilitando comunicações altamente personalizadas e eficientes. Veja como utilizar as suas funcionalidades para estruturar segmentos precisos:

Defina os critérios de segmentação relevantes para o seu negócio B2B

O seu ponto de partida é escolher os filtros de acordo com os objetivos e características do público: setor de atividade, dimensão da empresa, cargo, histórico de interações, localização, interesses e fase no funil de vendas.

A plataforma permite a combinação de múltiplos critérios, criando condições do tipo E (todos os critérios têm de ser cumpridos) ou OU (qualquer critério já qualifica o contacto), além da opção de segmentar a partir de outros segmentos existentes para composições ainda mais dinâmicas.

Utilize a base de dados e enriqueça os contactos

Garanta que a sua base na E-goi está completa, com campos adicionais preenchidos via formulários, landing pages, integrações ou captação manual. Pode segmentar por tags personalizadas (ex: “decisor TI”), interesses informados e dados comportamentais, como aberturas, cliques e downloads, elevando o nível da segmentação automatizada e acionando campanhas específicas baseadas nestes padrões.

Combine condições avançadas para criar grupos estratégicos

O sistema avançado da E-goi permite cruzar filtros específicos; por exemplo: empresas do setor industrial E localizadas em determinada cidade OU que tenham cliques recentes numa determinada campanha. É ainda possível aplicar a segmentação geográfica, o comportamento de compra, o engagement em campanhas anteriores e até o histórico social (partilhas, gostos, etc.).

Automatize os fluxos e mantenha os segmentos atualizados

Segmente automaticamente novos leads, utilize automações para “pontuar” contactos (lead scoring), atribua ou remova tags de acordo com as ações do utilizador e atualize grupos à medida que novas interações nas campanhas. A E-goi gere o cálculo e as atualizações em tempo real, garantindo que os seus segmentos estão sempre precisos e prontos para disparos personalizados.

Analise e otimize continuamente

Após executar a campanha para segmentos criados, acompanhe as taxas de abertura, cliques e conversões. Teste novos critérios, atualize campos da base e refine os seus filtros para alinhar mensagens ao perfil e momento de cada contacto, extraindo o máximo potencial das segmentações avançadas da E-goi.

Agende uma demonstração gratuita da plataforma E-goi.

Próximos passos para a sua segmentação avançada

A segmentação avançada em campanhas de email B2B é, atualmente, o caminho mais seguro para conquistar relevância, engajamento e resultados consistentes no universo do marketing empresarial. Ao direcionar conteúdos personalizados para grupos altamente específicos, as empresas criam experiências únicas, aceleram o ciclo de vendas e maximizam o retorno de cada ação enviada.

Investir em critérios detalhados de segmentação, acompanhamento rigoroso de métricas e automação inteligente são diferenciais competitivos indispensáveis. Além disso, contar com ferramentas robustas — como a E-goi — simplifica todo o processo: desde a captura e gestão de dados até o envio automatizado, com personalização em escala e relatórios completos para uma melhoria contínua dos resultados.

Se pretende levar o marketing B2B da sua empresa a um novo patamar e transformar cada email em uma oportunidade real de negócios, conheça as soluções de segmentação avançada da E-goi. Visite o site, solicite uma demonstração e descubra como envolver empresas e decisores com comunicação personalizada, estratégica e de alta performance!

Aprenda como dominar a Black Friday 2025 com uma estratégia PPC eficaz. Descubra táticas para maximizar performance e vendas.

Todos os anos vejo o mesmo: muita gente acha que Black Friday é só aumentar o orçamento e lançar anúncios à sorte. (Spoiler: não é). 

O verdadeiro sucesso vem de um planeamento estratégico, antecipação e otimização inteligente de cada campanha. 

Por isso, se quer extrair o máximo da sua performance neste período, siga estas táticas para a Black Friday 2025, com estratégias de PPC pensadas para preparar a sua loja online, e fique à frente da concorrência antes que eles descubram os mesmos truques.

Soluções de E-commerce

Black Friday 2025 – Estratégias de PPC

1. Auditar profundamente o ano passado: não repita os erros, evolua

Antes de criar novas campanhas, é crucial entender onde as coisas funcionaram e onde meteram água:

  • Google Ads: volte a rever relatórios de atribuição e Performance Max. Muitos ficam presos ao last-click e ignoram que a P.Max foi a estrela do show. Ajuste a estrutura deste ano com base nisso.
  • Microsoft Ads & Meta Ads: cada plataforma tem um comportamento próprio. O que funcionou no Google pode ser um flop no Bing ou no Meta.
  • Concorrência: insights de leilão mostram se perdeu impressões por budget ou rank, ou se os concorrentes estão a gastar como se fosse Black Friday todos os dias.

Insight avançado: analise tendências históricas de CPC e ROAS para prever horários críticos de competição e ajustar lances. 

2. Construir campanhas antecipadamente: organize para automatizar e escalar

Criar campanhas cedo não é perder tempo, é investir em tranquilidade.

  • QA de criativos: teste headlines, descrições e CTAs antes do pico de vendas. Ninguém quer descobrir um erro de digitação no dia D… “50% de deconto”? Não, obrigado.
  • Estrutura organizada com labels e naming conventions:
    • RSA’s com copy de Black Friday
    • Sitelinks, callouts e promo assets específicos
    • Ad groups ou asset groups ligados à promoção
  • Automação inteligente: regras automáticas podem ativar anúncios à meia-noite da Black Friday e pausar no fim da promoção. Pode até pausar campanhas evergreen temporariamente.
  • Meta Ads: entregue criativos e públicos cedo para dar tempo ao algoritmo de aprender.

Insight avançado: para catálogos grandes, combine campanhas dinâmicas com segmentação de top sellers. O algoritmo foca onde tem mais chance de converter, sem desperdiçar orçamento.

3. Smart Bidding: dê direção, não apenas liberdade

Smart Bidding é tipo um carro de Fórmula 1: pode ir rápido, mas precisa de alguém a controlar o volante (ainda).

  • Seasonality adjustments: se planeia um pico de curto prazo, ajuste as conversões esperadas para não subestimar o tráfego.
  • Bid strategy report: fique de olho em sinais de aprendizagem ou orçamento limitado.
  • Campanhas novas: dê histórico suficiente para o algoritmo aprender sem gastar dinheiro à toa.

Insight avançado: combine segmentação por horário e local com Smart Bidding. Assim, o seu orçamento vai para onde a conversão realmente acontece.

4. Feed de produtos impecável: a base de toda performance

No Google Merchant Center e Performance Max:

  • Atualize GTINs, atributos de promoção (sale_price, sale_price_effective_date) e disponibilidade.
  • Imagens e vídeos de qualidade melhoram CTR e engajamento em YouTube, Discover e afins.
  • Revisite Listing Groups para garantir que os SKU’s mais valiosos não fiquem enterrados por limitações de orçamento ou estrutura.

Insight avançado: crie feeds segmentados por performance histórica, priorizando top sellers ou produtos de alta margem. E ainda vale testar alguns produtos para insights de cross-selling. 

5. Prever e mitigar falhas: planeamento proativo

Black Friday é caótica. Problemas vão acontecer, é inevitável. Planeie-os:

  • Confirme tracking de conversões em GA4 e Google Ads.
  • Teste URLs finais, velocidade de páginas e checkout.
  • Pré-agende updates de criativos e regras automáticas.
  • Configure alertas para ROAS, CPA e gastos estranhos.

Insight avançado: use scripts de monitoramento para detectar queda de impressões, erros de feed ou problemas nas landing pages em tempo real. 

6. Além do Cyber Monday: aproveite todo o mês de dezembro

O tráfego não desaparece no dia 30 de novembro:

  • Atualize a linguagem dos anúncios: “Ainda dá tempo de poupar” ou “Entrega garantida antes do Natal”.
  • Remarketing: exclua compradores recentes e foque em quem não converteu.
  • Crie audiences para Q1 e use BF e CM como ponto de partida para fidelização e cross-sell.

Insight avançado: segmente públicos por nível de interação e combine com lookalikes para atingir novos compradores com maior potencial de conversão.

7. Planeamento e estrutura: a arma secreta do PPC

Black Friday não perdoa improviso. Orçamento, tracking, feeds, creative assets e regras automatizadas são o que você controla e impactam diretamente os resultados. O resto, como o algoritmo e o leilão, vai reagir melhor se a base estiver sólida.

Black Friday não é sobre gastar mais, é sobre preparação inteligente. Quem planeia, audita, organiza feeds, testes criativos e automatiza regras sai na frente da concorrência. 

Cada detalhe, desde UTMs bem configuradas até Smart Bidding orientado e segmentação refinada, faz diferença. Basicamente, você sobrevive à Black Friday sem perder cabelo (ou clientes).

Conclusão

A verdadeira força da Black Friday não está em quem gasta mais, mas em quem planeia melhor. O sucesso nasce de uma estratégia sólida, construída com base em dados, organização e antecipação, não de apostas impulsivas.

Auditar o passado, preparar campanhas com antecedência, otimizar o feed, ajustar o Smart Bidding e prever falhas são passos que diferenciam quem apenas “participa” da Black Friday de quem realmente domina o jogo.

No fim, não se trata de correr atrás do algoritmo, mas de guiá-lo com inteligência. Quem estrutura bem, testa, automatiza e mantém o controlo dos detalhes transforma o caos da Black Friday numa máquina previsível de performance e lucro.

Pronto para aplicar tudo isso? Na E-goi, criámos uma checklist especial para a Black Friday 2025, aceda já e comece a preparar o seu plano com antecedência.

Quem nunca se perguntou qual o momento ideal para começar a planear a Black Friday? Neste artigo, além de descobrir a resposta, irá também explorar as melhores estratégias para aumentar as vendas. Saiba mais.

​​Começar a planear a Black Friday 2025 cedo, idealmente 2 meses antes, é essencial para criar campanhas, preparar ofertas e conseguir aumentar as vendas.

A Black Friday já não é apenas mais um dia de descontos. Para os e-commerces portugueses, representa uma oportunidade extraordinária: segundo dados da SIBS Analytics, o valor gasto na Black Friday 2024 aumentou 27% face ao ano anterior, com o crescimento das compras online a disparar 67%.

Mas aqui está a questão: enquanto alguns negócios online duplicam ou triplicam a faturação, outros ficam aquém das expectativas, perdidos numa guerra de preços sem estratégia.

A diferença entre o sucesso e o fracasso na Black Friday não está apenas nos descontos oferecidos. Está na preparação meticulosa, na execução precisa e, sobretudo, numa estratégia de marketing digital que coloca o cliente no centro de cada decisão. 

Este guia vai mostrar-te exatamente como transformar a próxima Black Friday na tua melhor campanha de sempre.

banner black frAIday

Por que razão tantos E-commerces falham na Black Friday?

Todos os anos, vemos o mesmo padrão: empresas que se preparam apenas algumas semanas antes, reduzem os preços sem critério e esperam que os resultados apareçam por magia. 

A realidade é bem diferente.

Os dados da Associação Portuguesa de Comércio Eletrónico mostram que apenas 30% dos e-commerces nacionais conseguem superar os objetivos definidos para a Black Friday. 

O problema não está na falta de procura, os consumidores portugueses gastaram mais de 180 milhões de euros na Black Friday 2024. O problema está na ausência de uma estratégia estruturada.

A preparação para a Black Friday começa em setembro, não em novembro. 

As melhores campanhas de email marketing são planeadas com dois meses de antecedência. Os stocks são ajustados com base em dados históricos e previsões de procura. As equipas são treinadas para lidar com picos de tráfego e volume de pedidos.

Quando falas com gestores de e-commerces que batem recordes ano após ano, descobres que todos seguem um padrão similar: tratam a Black Friday como um projeto empresarial complexo, com timelines claros, responsabilidades definidas e métricas de sucesso bem estabelecidas.

Um boneco palito está montado num foguetão branco com detalhes azuis, a levantar voo com uma chama laranja. Uma lâmpada acesa está mesmo por cima da cabeça do boneco, sugerindo uma ideia. Toda a cena está contida numa forma oval suave e translúcida.

As três fases da preparação estratégica para a Black Friday

Fase 1: Análise e planeamento (Setembro-Outubro)

A primeira fase determina todo o sucesso da tua campanha. Aqui, não tens margem para improviso. Começa por analisar os dados da Black Friday anterior: que produtos venderam mais? Que canais trouxeram mais tráfego qualificado? Qual foi o valor médio por encomenda?

Estes dados vão formar a base da tua estratégia de 2025. Se não tens dados históricos suficientes, estuda a concorrência e foca-te em produtos com maior margem de lucro. O objetivo não é vender mais unidades, mas maximizar a rentabilidade. 

Analisa também pelo Google Trends e ferramentas de pesquisa de keywords, quais são os produtos com mais procura na tua área de negócio. E garante que tens stock suficiente dos mesmos!

O passo seguinte é definir objetivos SMART para a campanha. Não basta dizer “quero vender mais”. Define metas específicas: aumentar as vendas em 150% comparativamente ao mesmo período do ano anterior, alcançar um valor médio de encomenda de 85 euros, ou conseguir uma taxa de conversão de 3,2%.

Para além dos objetivos comerciais, estabelece metas de performance técnica. O teu site vai aguentar um aumento de tráfego de 300%? A plataforma de email marketing consegue processar 50.000 emails por hora? Estes detalhes técnicos fazem a diferença entre uma campanha de sucesso e um desastre operacional.

Fase 2: Implementação e otimização (Outubro-Novembro)

A segunda fase é onde a estratégia se transforma em ação. O foco principal deve estar na criação de campanhas de email marketing segmentadas e personalizadas. A segmentação é fundamental: clientes VIP recebem ofertas exclusivas, potenciais clientes recebem incentivos para a primeira compra, clientes inativos recebem campanhas de reativação.

Cria sequências de email automáticas que começam a funcionar 15 dias antes da Black Friday. Uma sequência típica inclui emails de pré-aquecimento, anúncios de ofertas exclusivas, lembretes de produtos em wishlist, e campanhas de urgência nos últimos dias.

Paralelamente, otimiza o teu site para conversão. A velocidade de carregamento deve ser inferior a 3 segundos, o processo de checkout deve ter no máximo 3 passos, e todas as páginas de produto devem incluir reviews de clientes e garantias de satisfação.

Não te esqueças do mobile: mais de 60% das compras da Black Friday em Portugal são feitas através de dispositivos móveis. O teu site deve oferecer uma experiência impecável em smartphones e tablets.

Fase 3: Execução e monitorização (Novembro-Dezembro)

A terceira fase é a mais intensa. Nos dias que antecedem a Black Friday, a tua equipa deve estar preparada para ajustar campanhas em tempo real com base nos dados que estão a chegar.

Monitoriza métricas-chave diariamente: taxa de abertura dos emails, cliques nas campanhas, conversões no site, valor médio por encomenda. Se alguma métrica está abaixo do esperado, tens de agir imediatamente.

Durante a própria Black Friday, foca-te na experiência do cliente. Dados recentes mostram que 44% dos consumidores consideram um bom serviço ao cliente como fundamental, especialmente durante períodos de grande volume como a Black Friday. 

Responde rapidamente a questões no chat, resolve problemas técnicos com urgência, e mantém comunicação constante através das redes sociais. Um cliente frustrado na Black Friday dificilmente voltará no resto do ano.

Um ímã com raios de atração à esquerda, atraindo um grupo de avatares de pessoas com cabeças e ombros em cores variadas. A cena está contida em uma forma oval suave.

Como criar ofertas irresistíveis sem sacrificar a margem de lucro

O maior erro que vês na Black Friday são empresas que reduzem preços sem critério, achando que descontos maiores geram sempre mais vendas. A realidade é mais complexa.

O desconto ideal para a Black Friday situa-se entre 20% e 40%, dependendo do setor e da margem de lucro dos produtos. Descontos superiores a 50% podem dar a impressão de produtos de baixa qualidade, enquanto descontos inferiores a 15% não geram suficiente interesse.

Uma estratégia inteligente é criar bundles de produtos complementares. Em vez de reduzir o preço de um produto individual, ofereces um conjunto de produtos por um preço atrativo. Isto aumenta o valor médio da encomenda e permite manter margens saudáveis.

Os descontos progressivos também funcionam bem: 15% de desconto em compras superiores a 50 euros, 25% acima de 100 euros, 35% acima de 200 euros. Esta estratégia incentiva compras de valor mais alto e optimiza a rentabilidade.

Para produtos com margens mais baixas, considera ofertas não-monetárias: portes grátis, extensão de garantia, produtos complementares gratuitos, ou acesso a conteúdo exclusivo. Estas ofertas têm valor percebido alto mas custo real baixo.

O poder dos dados: Como o histórico de transações transforma a tua Black Friday

O histórico de transações dos teus clientes é uma mina de ouro para planear campanhas de Black Friday altamente eficazes. Estes dados revelam padrões de comportamento que te permitem criar ofertas irresistíveis e personalizadas. 

Analisa a sazonalidade das compras dos últimos dois anos. Que produtos vendem mais em novembro? Que clientes aumentam o valor médio das encomendas durante promoções? Esta análise permite-te prever procura, ajustar stocks, e criar ofertas direcionadas aos produtos com maior potencial.

A E-goi facilita este processo. Com a nossa plataforma, é possível importar diretamente o histórico completo de encomendas (através de integrações com e-commerces, API ou ficheiros CSV) e criar segmentos baseados em critérios como valor de vida do cliente, frequência de compra, categorias preferidas ou data desde a última transação.

Identifica os teus clientes de alto valor: aqueles que gastam mais, compram com frequência, ou têm margens de lucro superiores. Para estes clientes, cria campanhas especiais com acesso antecipado, descontos exclusivos, ou produtos limitados. Um cliente que já gastou 500 euros merece tratamento diferente de um que fez uma única compra de 30 euros.

Segmenta por comportamento de compra recente. Clientes que compraram há menos de 30 dias podem estar mais recetivos a produtos complementares. Clientes inativos há mais de 90 dias precisam de incentivos de reativação mais agressivos. Usa estas informações para adaptar tanto a oferta como a mensagem.

Outro insight valioso é a análise de produtos frequentemente comprados em conjunto. Se 70% dos clientes que compram o produto A também compram o produto B, cria bundles específicos para a Black Friday. Esta estratégia aumenta o valor médio da encomenda e simplifica a decisão de compra para o cliente.

A Prozis, uma das maiores empresas portuguesas de suplementos e nutrição desportiva, conseguiu aumentar as vendas da Black Friday em 280% num único ano através de uma estratégia integrada de Email marketing e Automation.

Criaram segmentos hiper-personalizados baseados em produtos comprados anteriormente, frequência de compra, valor médio de encomenda e comportamento no site.

Por isso, o que esperas para começar a analisar o histórico de compras dos teus clientes? Começa já, pedindo uma demonstração grátis.

Imagen de estrategias de email marketing

Estratégias de Email Marketing que multiplicam as vendas na Black Friday

O email marketing continua a ser o canal com melhor retorno de investimento na Black Friday, gerando em média 38 euros por cada euro investido. Mas nem todas as estratégias funcionam igual.

A segmentação comportamental e de características semelhantes é a chave na época da Black Friday. 

Divide a tua base de dados em grupos baseados no comportamento de compra: clientes frequentes, compradores ocasionais, visitantes que nunca compraram, clientes que compraram uma única vez. 

Cada grupo recebe mensagens diferentes, com ofertas adaptadas ao seu perfil. Como? Analisando o histórico de transações do cliente, que veremos no ponto seguinte.

Para clientes VIP, cria campanhas de acesso antecipado. Estes clientes recebem os descontos 24 horas antes do público geral, sentem-se especiais e tendem a comprar mais. Para potenciais clientes, oferece descontos progressivos: 10% na compra de um produto (ou até um valor X€), 15% se comprar 2 produtos (ou até um valor Y€), 20% se comprar 3 (ou até um valor Z€).

A personalização vai muito além do nome no assunto. Usa dados de navegação para recomendar produtos específicos, inclui reviews de produtos que o cliente visualizou, e adapta o horário de envio com base na atividade de cada utilizador.

Uma estratégia pouco explorada, mas muito eficaz é a criação de conteúdo educativo durante a campanha. Em vez de enviares apenas emails promocionais, inclui guias de compra, comparações de produtos e dicas de utilização. Este tipo de conteúdo aumenta o engagement e posiciona a tua marca como especialista.

Erros mais comuns na Black Friday e como evitá-los

Preparação tardia: Campanhas eficazes começam em agosto/setembro. Com o E-commerce a crescer 15% anualmente durante a Black Friday, a concorrência é intensa e requer preparação antecipada. Se estás a ler isto em outubro, ainda vais a tempo, mas vais ter de acelerar processos.

Foco apenas no preço: Os consumidores valorizam a experiência completa. Dados mostram que 68% dos compradores online abandonam carrinhos devido à má experiência de navegação, mesmo com descontos atrativos. Uma experiência fluida com 20% desconto supera uma com 40% desconto com processos complicados.

Ignorar hiper-segmentação: De acordo com a Shopify, campanhas segmentadas atingem 88,9% de taxa de abertura, contra apenas 54,5% das mensagens genéricas. Use o histórico de transações da E-goi para criar segmentos personalizados e alinhar cada mensagem ao perfil de compra dos seus clientes.

Falta de testes: Testa sempre antes do lançamento. Durante a Black Friday de 2024, sites que não testaram previamente registaram 45% mais abandono de carrinhos devido a falhas técnicas.

Ausência de contingências: Tem um plano B. O tráfego online pode aumentar até 300% durante a Black Friday, causando falhas nos servidores. Sites bem preparados conseguem processar até 50% mais transações por hora.

Negligenciar o follow-up: Clientes da Black Friday têm 3x mais probabilidade de recomprar nos 90 dias seguintes. As transações pós-Black Friday representam cerca de 25% das vendas do quarto trimestre para retalhistas online bem organizados.

Dica extra: Otimiza para mobile, 60% das transações de Black Friday acontecem em dispositivos móveis, com um valor médio por transação 30% superior comparativamente a outros períodos do ano.

Conclusão

A Black Friday de 2025 vai ser diferente. Mais competitiva, mais exigente, mas também com mais oportunidades para quem souber preparar-se adequadamente. O sucesso não vai para quem oferece os maiores descontos, mas para quem criar a melhor experiência para os seus clientes.

Depois de anos a acompanhar campanhas de Black Friday em Portugal, vejo um padrão claro: as empresas que tratam este período como um projeto estratégico complexo são as que conseguem resultados extraordinários. Não é só uma questão de descontos ou tecnologia – é sobre compreender profundamente os teus clientes e orquestrar todos os pontos de contacto para criar uma experiência memorável.

Pronto para transformar a próxima Black Friday no teu maior sucesso comercial? A E-goi disponibiliza todas as ferramentas de Marketing Automation que precisas para implementar estas estratégias: desde campanhas de email personalizadas, histórico de transações, até automações omnichannel que conectam todos os teus pontos de contacto. 

Contacta a nossa equipa e descobre como podemos ajudar-te a bater recordes na próxima Black Friday.

Perguntas Frequentes sobre Estratégias de Black Friday

Quando devo começar a preparar a Black Friday? A preparação deve começar em setembro, com análise de dados do ano anterior e definição de objetivos. Outubro é o mês para implementar estratégias e criar conteúdo. Novembro é para execução e ajustes finais.

Qual é o desconto ideal para a Black Friday? Entre 20% a 40%, dependendo da margem de lucro e posicionamento da marca. Descontos superiores a 50% podem desvalorizar a marca, enquanto inferiores a 15% não geram suficiente interesse.

Como posso aumentar o valor médio por encomenda? Use estratégias de bundling, descontos escalonados (mais desconto em compras maiores), e recomendações de produtos complementares durante o checkout.

Que métricas devo monitorizar durante a campanha? Taxa de conversão, valor médio por encomenda, taxa de abandono do carrinho, taxa de abertura e clique dos emails, e receita por visitante são as principais métricas a acompanhar.

Como preparo o meu site para picos de tráfego? Otimize a velocidade de carregamento, teste a capacidade do servidor, simplifique o processo de checkout, e implemente monitorização em tempo real para identificar problemas rapidamente.

Como analiso o histórico de transações para a Black Friday? Identifica padrões sazonais, segmenta clientes por valor e comportamento, analisa produtos comprados em conjunto, e usa estes dados para criar ofertas personalizadas e prever procura.

Devo participar na Black Friday se sou uma marca premium? Sim, mas adapte a estratégia. Em vez de descontos agressivos, ofereça valor adicional: produtos exclusivos, serviços premium incluídos, ou experiências especiais que mantenham o posicionamento da marca.

Entre os conceitos de entregabilidade, aquele que gera mais dúvidas é, sem dúvida (🤡), o das Spamtraps. Não necessariamente porque as pessoas desconhecem o que são ou como funcionam, mas sim pelo que realmente significam. Um pouco de mim morre sempre que ouço algo como: “Não podemos limpar a lista para remover as Spamtraps?”.

Sou especialista em entregabilidade de e-mail e desde que trabalho nesta área, uma das maiores dificuldades que tenho sentido é o entendimento incorreto e persistente de alguns conceitos básicos de entregabilidade. Não sei se isto acontece porque o material informativo disponível não é suficientemente claro ou se simplesmente não se dá a devida importância a estes temas (pessoalmente, acho que é mais a segunda hipótese, todos queremos sempre a solução mais simples e rápida, mas no que toca a entregabilidade… isso não existe).

Por isso, decidi fazer este post para tentar finalmente (espero!) desmistificar não só as Spamtraps, mas também outros conceitos relacionados com entregabilidade.

Spamtraps, afinal o que são?

Acredito que alguns de vocês nunca tenham ouvido falar de Spamtraps. Mas o que é que isso significa?

Spamtraps são, como o nome indica, endereços de e-mail “armadilha”, que não pertencem a um subscritor real. Podem ser endereços totalmente falsos criados por ESPs (E-mail Service Providers) como Google, Microsoft, Yahoo, ou até endereços geridos por serviços anti-spam como Spamhaus, SORBS ou Spamcop.

São portanto endereços que nunca se inscreveram para receber comunicações, muito menos confirmaram uma subscrição via Double Opt-In. São criados para se parecerem ao máximo com endereços reais, indetectáveis por serviços de limpeza, e existem para que ESPs e RBLs consigam identificar falhas na validação de subscrições/consentimento por parte de quem envia. Se eu nunca pedi para receber comunicações e mesmo assim estou a recebê-las, algo está errado nas tuas captações, ou então és simplesmente um spammer!!

Mas não sou um Spammer, e não fiz nada de errado, como foram lá parar?!

Na maioria dos casos, as Spamtraps acabam numa base de contactos devido à ausência de validação adequada do endereço ou da subscrição. Isso pode acontecer de várias formas, sendo as mais comuns:

Falta de validação do endereço/consentimento (Double Opt-In)

Se criamos um formulário de inscrição para uma newsletter, mas não enviamos um e-mail de confirmação (Double Opt-In) antes de começarmos a enviar comunicações, não temos qualquer garantia de que aquele endereço pediu realmente para as receber. Pensem: qualquer pessoa pode submeter o que quiser. Estes formulários são de acesso público e, se algo está na Internet, vai ser atacado.

Os formulários vão receber submissões falsas, é o que se chama mailbombing (notem que não digo que “pode” acontecer, mas sim que vai acontecer). Além disso, há os erros de digitação (typos): queremos colocar o nosso e-mail, mas submetemos o de outra pessoa, ou um inválido que depois resulta em bounce.

Com um Double Opt-In, sabemos que o e-mail é válido (porque chegou a um destino) e que houve uma pessoa real (ou não, caso a submissão não tenha sido genuína) a confirmar a subscrição e, muito importante, o consentimento. O Double Opt-In é, de longe, a forma mais eficaz de evitar a maioria dos problemas de entregabilidade e deve ser sempre utilizado.

Listas compradas

Nem devia precisar de dizer isto: se estão a usar listas compradas, parem. Uma lista comprada não tem contactos que deram consentimento e não garante a validade dos endereços. Por isso, as Spamtraps são frequentes nestas listas. Usar listas compradas é pedir problemas de entregabilidade e danos graves na reputação de quem envia.

Listas antigas

Muitas Spamtraps são endereços reais reaproveitados. Contas inativas (como um Gmail ou Outlook que deixou de ser usado) que acabam por ser desativadas e podem ser convertidas em Spamtraps. Isto serve para identificar quem não faz manutenção das suas bases e continua a enviar para os mesmos contactos, anos após eles terem deixado de abrir os e-mails. Nem sempre atingir Spamtraps significa que a base tem endereços inválidos, mas pode indicar que contém contactos antigos e desinteressados há muito tempo.

Estes exemplos aplicam-se também a qualquer base importada para a E-goi cujos contactos tenham entrado sem os devidos cuidados. Qualquer limpeza automática não consegue detetar Spamtraps e, tal como outro lixo, elas acabam por entrar nas listas.

OK, percebi! Podem então por favor limpar as Spamtraps da minha lista?

A minha primeira reação a esta pergunta é sentir um formigueiro pelo corpo (😟), mas vou respirar fundo e tentar explicar porque esta pergunta nem faz sentido.

Ouço isto muitas vezes, quase sempre sem considerar o que a existência de Spamtraps realmente implica. Talvez isto aconteça porque se entende mal a verdadeira função das Spamtraps. Não, elas não existem para arruinar a reputação de quem envia, elas existem para nos ajudar. Devem ser encaradas mais como uma ferramenta bem útil para o responsável pelos envios, os ESPs estão nos ajudar a identificar falhas nas captações, e o nosso caminho de ação não deve ser “Como posso remover Spamtraps?”, mas mais “Como é que elas vieram aqui parar?”.

Se sabemos que uma certa lista contém Spamtraps, então devemos assumir que a origem das captações é problemática, e todos os outros contactos que entraram pelo mesmo meio devem ser postos em causa, e enquanto essa situação não for resolvida, devem interromper os envios para essa base. De seguida devem olhar para a origem das captações e as proteger, ligar o Double Opt-In (solução infalível e que deve ser sempre usada), colocar Captchas nos formulários, usar todos os validadores de e-mail possíveis (e disponíveis na sua conta E-goi), etc.

Então tudo que já tenho na base devo desconsiderar e remover?

Se a origem da lista é duvidosa, é o melhor caminho (porém não é o único). Sei que não é a solução que gostariam de ouvir, mas se querem manter uma boa reputação como Senders e seguir as melhores práticas de entregabilidade qualquer contacto em que não exista registo CONFIRMADO de consentimento deve ser desconsiderado.

No entanto, isso não significa sempre apagar tudo e começar do zero. Podem haver dados adicionais que permitam salvar alguns endereços. Por exemplo, se no seu site tem uma área de utilizador onde o registo exige confirmação do e-mail, já sabemos que qualquer conta ativa tem um endereço válido e isso pode ser usado para reativar contatos.

Do mesmo modo, dados como a data do último login ou atividade podem ajudar a segmentar e identificar subscritores ainda relevantes.

Outra boa prática que pode ser adotada é a inativação de contactos sem interação recente (aberturas e cliques), ou melhor ainda, ter fluxos diferentes para subscritores inativos.

Uma inativação em massa talvez seja algo demasiado extremo (a não ser que a lista já seja muito antiga e não mantida), mas ter um fluxo diferente, reduzindo substancialmente a frequência de comunicações para quem não abre/interage, usar campanhas diferentes com mais incentivos, e acabar com uma ultima comunicação a perguntar se quer continuar a receber as mesmas, e depois sim, inativar. De notar que usualmente estas Spamtraps reaproveitadas são feitas após LONGOS (anos) períodos de inatividade do endereço, nem sentido faz ainda estarem a receber comunicações.

Em último caso, podem, de forma muito gradual, enviar campanhas de reativação dos subscritores, uma campanha a confirmar se o subscritor quer continuar a receber comunicações, que pode funcionar como um Double-Optin tardio, e é uma ótima tática para aproveitar uma lista duvidosa. Isto no entanto deve ser feito com cuidado e de forma gradual, diluída preferencialmente com outras comunicações, de forma a não enviar uma campanha massiva para a base problemática toda de uma vez que só vai trazer problemas de reputação.

E os endereços que não são confirmados mas pertencem a clientes com os quais tenho uma relação de negócio ativa?

Se não existiu dupla confirmação, não existe garantia que o endereço existe, pertence à pessoa que querem comunicar, etc. Portanto sim, o problema é o mesmo. Podem sempre efetuar uma campanhas de Double Optin posterior, não necessita de ser quando submeteram ou obterem o endereço, a mesma até pode estar escondida no meio de uma campanha normal, é só ser criativo, o importante é que dela resulte uma ação humana que confirme o endereço e consentimento (esta parte não se aplica se for uma relação de negócio ativa, mas a confirmação do endereço é importante na mesma).

Resumindo

As Spamtraps não são inimigos a eliminar, mas sim sinais claros de que algo está errado nas captações ou manutenção das listas e é ai que devemos atacar. O mesmo acontece com listagens em Blacklists. Não adianta solicitar a remoção se não fizermos mais nada. Antes pelo contrário até, porque cada vez vamos ficar de novo bloqueados e a certo ponto os ESPs simplesmente deixam de remover essas listagens. O foco deve ser sempre em corrigir a raiz que o originou, e depois de isso estar resolvido, aí sim podemos solicitar a remoção de Blacklists.

Em entregabilidade, quem resolve apenas os sintomas vai ter problemas recorrentes, vai ter uma fraca reputação e nunca conseguirá ter bons resultados nos envios. Só quem trata a causa constroi e mantém uma reputação sólida e sustentável. Quem avisa, amigo é 🙂

Espero que agora entendam melhor o que são as Spamtraps e, acima de tudo, que percebam que o verdadeiro foco deve estar em prevenir a sua origem e não apenas em lidar com as consequências.